A morte lenta dos videojogos

Que saudades dos jogos antigos, tempos em que cada conjunto de pixeis era uma nave espacial ou um monstro horrível. Claro que os gráficos eram extremamente primitivos, mas na nossa imaginação eram bem reais, nesses tempos em cada jogo que jogávamos éramos obrigados a usar o nosso cérebro para podermos tirar partido do ambiente do jogo. Lembro-me muito bem da primeira vez que joguei DOOM, era apenas um puto de 5 anos mas por essa altura já tinha jogado Wolfenstein 3D, por isso a minha perícia em matar Nazis e monstros já era grande.
Mas assim que comecei a jogar DOOM foi como se tivesse entrado noutra realidade, lembro-me de ter ficado várias horas a jogar, até chegar a um ponto em que estava aflito para ir urinar, mas a vontade de jogar era superior pelo que tive de o fazer na cadeira e nas calças.

São jogos deste tipo que faltam hoje em dia, com a avanço da tecnologia dos gráficos estamos limitados a jogos superficiais sem qualquer inovação, muitos ou a maior parte dos FPS que existem não passam de clones de DOOM com gráficos melhores. È claro que por vezes existem obras primas, como è o caso de Half Life ou Tomb Raider, mas se olharmos melhor vamos reparar que a industria dos jogos está a morrer aos bocados. Quantos títulos são lançados sem qualquer imaginação por parte dos criadores, ou mesmo jogos do tipo Crysis em que apenas os gráficos è que o destacam dos outros, porque em termos de história ou jogabilidade não passam de cópias reles de DOOM.
Raramente fico agarrado a um jogo nos dias que correm, o ùltimo foi Mass Effect apenas por causa da història brilhante que contèm.
Por cada género de jogos que existe, há sempre uma base que influenciou os outros todos. Temos o exemplo de Age of Empires ou Prince of Persia.

Existe uma falta de criatividade e de jogos que nos deixem agarrados ao PC ou à consola.
Bons velhos tempos em que jogar DOOM dava direito a molhar as calças…

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6 thoughts on “A morte lenta dos videojogos

  1. Eu concordo plenamente com o Lok.
    Actualmente as produtoras preocupam-se mais com os graficos e jogabilidades e deixam de lado as historias dos jogos. Isto tornam os jogos cada vez menos viciantes, infelismente.

  2. Oh k, vou-te deixar aqui uma pequena lista de jogos bons para contrariar a tua opinião :oP
    – Kane & Lynch
    – GTA 4
    – Metal Gear Solid 4
    – Medal of Honor 4
    – Race Driver Grid -> oh k, na base dos simuladores mas é muito bom
    – Assassin’s Creed -> embora repetitivo, abriu portas para novos mundos onde podes explorar “tudo”!

    PS: molhar as calças para não parar de jogar? :oP Eh pah…há coisas que devemos guardar para nós! he he he!

    Hugz,
    Luís

  3. bom artigo, apenas acho que nessa tua analise falta os Jogos Online onde a cooperação é o mais importante…

    Jogos como World of Warcraft também são dignos de molhar as calças…

    veremos como vai ser o futuro, para já é uma industria que gera milhões, quanto a criatividade e jogabilidade de longe a longe temos umas surpresas (tipo little bug planet)

    cumps fellow

  4. acho que o nosso amigo está a desprezar um factor importante, ele já não tem mais os tais 5 anos, já nada é novidade, logo, já nada tem o brilho que tinha, para as crianças de hoje acredito que os jogos sejam tão fantásticos como o doom ou wolfenstein era para nós na altura.

    no entanto claro que se pode exigir criatividade da parte dos criadores…

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