Call of Juarez: Bound in Blood – Análise Resumida (PC)

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Após mais de um ano desde o lançamento do original Call of Juarez, que se destacou pelo seu grafismo, a Techland e a Ubisoft decidiram trazer-nos mais um novo capítulo da série. Com uma jogabilidade aperfeiçoada, grafismo ainda melhor, e um ambiente western dos melhores que já foram criados, CoJ: Bound in Blood é um bom exemplo de como as sequelas têm tudo para vencer.

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A história fala de Ray e Thomas, ambos cowboys, que ganham a vida com pequenos esquemas não muito legais. Devo esclarecer que este jogo é uma prequela ao original Call of Juarez, pois aqui dá-se a conhecer a relação dos dois irmãos, assim como alguma parte dos seus passados. Muitas dúvidas são esclarecidas, mas algumas ainda persistem. Sem querer “estragar” a história, resume-se a ambos os irmãos McCall tentarem achar um tesouro Azteca, para que possam ficar ricos o suficiente para restaurar o seu velho rancho, que lhes serviu de lar em pequenos. Em todos os níveis da história existem imensas sequências de acção, mas mesmo assim, a estrutura das missões pode levar o jogador a ficar algo farto de fazer sempre a mesma coisa. Outro aspecto, e o que era de esperar, há um mau da fita, que vem interpor-se na missão dos irmãos, e também uma donzela (com um olhar muito inocente) pela qual ambos os irmãos se apaixonam. É um caso bicudo não é?

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Para quem já jogou um FPS, a jogabilidade é acessível, mas consegue ser algo imprecisa no meio de muita confusão. Nada de muito preocupante, mas por vezes, realmente apetecia acertar naquele bandido só que a mira demora muito tempo a lá chegar, e por essa altura, já ele mudou de posição. Por falar nisso, a IA do jogo está bem conseguida, e consegue ser desafiante mesmo em dificuldade Média. A jogabilidade expande-se com a possibilidade de escolher-mos quer Thomas (o mais ágil e silencioso) ou Ray (mais lento mas mais poderoso) na maior parte das missões. Cada um tem uma habilidade especial: Thomas tem uma espécie de focus onde mata cada oponente no ecrã um a um; Ray por outro lado tem outro tipo de focus que permite ao jogador selecionar onde atacar os inimigos á sua volta, quantas vezes quantas quiser. Como podem ver em cima, não importa qual personagem escolhermos, haveram momentos realmente característicos do Velho Oeste, como este duelo 1 vs 1, em que o mais rápido a retirar a sua arma do coldre e matar o oponente vence. Também existem perseguições a cavalo, canoagem, etc… Coisas típicas de Hollywood. Estes bocadinhos dão um realismo ao jogo muito característico, e proporcionam-lhe uma profundidade muito agradável. Existem outras cenas que normalmente associamos a filmes e cowboys que também estão presentes, como um velho salão de jogos, índios, entre outros.

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Os gráficos do jogo são algo muito importante, porque eles são uma das principais ferramentas que trazem realismo ao jogo. E neste caso, fazem um excelente trabalho. O sistema de iluminação é soberbo, mas tem os seus momentos “menos bons”, principalmente provocados por maus ângulos de câmera. As texturas estão boas no seu geral, mas algumas precisavam de trabalho. Quando olhamos para um paisagem imensa, as coisas são verdadeiramente magníficas, mas de perto por vezes há uns precalços.  No geral está muito bom, com ambientes detalhados, e muita variedade de cenários. E não precisam de comprar um PC novo para este! O jogo corre modestamente bem em PC’s não muito actualizados.

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(Não tive oportunidade de testar o modo multiplayer, por isso vou avaliar o jogo sem ele)

Em suma, Call of Juarez: Bound in Blood, é um jogo de acção muito bom, com um visual de luxo e uma jogabilidade acessível. É um jogo que explora um ambiente onde poucos se aventuram hoje em dia, e conseguiu sair victorioso. O jogo tem uma duração curta, cerca de 5 a 6 horas para os mais demorados, e pode ser repetitivo, mas com o modo multiplayer a longevidade é certamente aumentada. Para quem goste do género, não o percam, pois estão a perder um dos melhores FPS deste Verão.

Classificação: 8 /10

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